quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Confiança: pode-se levar anos para se conquistar e segundos para destruí-la.




Só essa frase já dá um bom argumento para uma história. Logo se pensa em relacionamentos construídos durante anos, felicidade, amor e de repente uma traição (pode ser de relacionamento romântico, amizade, familiar). E é sempre assim, uma cena, uma imagem, que muda todo conceito. Aquela pessoa perfeita destrói todos os sonhos, todas as esperanças, e fica com uma imagem pior do que aquelas que não eram tão queridas...
Esse filme a gente já viu.E quantas vezes, não é verdade?
Proponho ir mais longe. Pensar que às vezes essa imagem da traição, da virada do "super confiável" para o "crápula", pode ser usado em um contexto que quem vê apenas dessa forma, já estava esperando ser traído. Pois se foi construída uma confiança durante anos, uma imagem apenas é suficiente para destruir tudo? Não há a possibilidade dessa pessoa em que se confiava tanto se explicar?
Um outro ponto de virada pode ser exatamente o do ponto de vista do que possivelmente teria "traido", mostrando que não teve oportunidade de se justificar e o outro que quebrou o pacto de confiança.
Pode ser diferente, bem amarrado e verossímel.Afinal, quem no "calor do momento" nunca viu o que não existia?
Que atire a primeira pedra.

sábado, 4 de julho de 2009


Então vamos começar...
A idéia é abrir um espaço para estudantes, profissionais e curiosos,
sobre a arte da escrita de roteiros...

Não posso deixar de colocar a frase mais célebre de um Profº de linguagem
audiovisual (Profº Paulo) "A linguagem Audiovisual é essencialmente referencial".

Depois que ele falou isso e passou um exercício de ficarmos 30 dias sem ver TV,
me empolguei e fiquei até hoje... Hoje assisto TV de uma forma totalmente diferente.
E definitivamente: Se você quer escrever para um meio, ele deve ser sua última fonte
de inspiração...

Então, vamos procurar referências!!!!

A primeira que vou lançar para se pensar um pouco:

"Ostra feliz não faz pérola"

Isso, é o título do livro de Rubem Alves.
Tenho que confessar que foi um dos livros mais despretencioso que
já li e me surpreendeu muito...

Como define o autor: "Ostras felizes não fazem pérolas. Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade".

Nós somos criadores!!!!
É uma chamada que incomoda e sacode.

Mas a idéia é se pensar no título e no que ele implica:

Porque ostra feliz não faz pérola?
Que simbolismo há nisso?
Que sentido podemos buscar para isso?
Como podemos construir um personagem ou um argumento com esse tema?

Vou esperar comentários, depois coloco minhas impressões...

Mas é de se pensar né?